Entre as pautas levantadas pelos manifestantes, destacam-se a solicitação de reforço nas políticas de permanência estudantil, a extinção da terceirização dos restaurantes universitários, e a necessidade de um espaço de diálogo contínuo sobre a gestão dos locais destinados aos estudantes. Além disso, os universitários pedem prioridade para a educação e o fim dos cortes orçamentários que afetam diretamente a instituição.
O estudante Heitor Vinícius, integrante do comando de greve do Diretório Central dos Estudantes da USP e cursando Ciências Sociais, ressaltou a importância de manter um protesto pacífico, com o objetivo primordial de estabelecer uma mesa de negociação que responda às demandas dos alunos. Ele destacou que as reivindicações não se restringem à USP, mas fazem parte de uma luta mais ampla contra a privatização de serviços públicos e a precarização da educação em todos os níveis.
Recentemente, o movimento estudantil ocupou a reitoria na Cidade Universitária, porém, após a desocupação, ocorrida no último domingo, os estudantes alegaram ter sido vítimas de abusos por parte da polícia. Desde então, as ações de protesto têm se deslocado para áreas centrais da cidade, incluindo um ato que percorreu a Avenida Paulista em direção à Praça Roosevelt.
Em resposta aos protestos, a reitoria da USP anunciou a criação de uma Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, que tem como intuito estabelecer um novo ciclo de interlocução com a representação estudantil. A universidade informou que a primeira reunião da Comissão será agendada em breve.
O movimento estudantil também recebeu apoio de professores da rede municipal, que partilham das mesmas preocupações e reivindicações por melhores condições de trabalho, reforçando a convergência das lutas pelas melhorias educacionais e contras as medidas de austeridade orçamentária.





