Na manhã de sexta-feira, Paes utilizou suas redes sociais para criticar a condução política do Rio desde 2019, destacando que o impasse apresentado pelo TSE reforça a urgência de uma consulta popular. Em sua postagem, ele enfatizou a importância dessa oportunidade para o povo fluminense e o sistema judiciário, defendendo que esse é um momento crucial para transformar as instituições e a política local. Paes afirmou: “O povo fluminense e o poder judiciário têm uma chance rara de mudar de uma vez por todas as instituições e a política do Estado do Rio. Seguimos na luta pelas Diretas Já!”
Essa declaração também remete a uma ação judicial iniciada pelo PSD, partido a que Paes pertence, em março deste ano. Naquele momento, a sigla recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão do processo de eleição indireta e exigindo que uma eleição popular fosse convocada. A argumentação do PSD gira em torno da necessidade de esclarecer qual o rito eleitoral a ser seguido, uma vez que a decisão do TSE não tratou diretamente desse assunto. O ex-prefeito criticou a falta de definição do TSE, associando essa indefinição ao que ele considera uma má gestão do estado desde 2019.
Na ação, o PSD argumenta que a renúncia de Cláudio Castro antes do julgamento no TSE foi uma estratégia para evitar a cassação de seu mandato, o que poderia mudar o formato de escolha indicado pela legislação estadual. O acórdão do TSE declarou a inelegibilidade de Castro por oito anos, mas não abordou questões centrais, como o modelo de eleição para o mandato-tampão, mantendo assim o impasse em aberto, agora sob análise do STF.
O julgamento sobre o formato de escolha ainda está pendente, com o Supremo dividido entre apoiar uma eleição indireta, conforme a legislação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ou a convocação de diretas. A continuidade do julgamento está sujeita a novas deliberações e à eventual reconfiguração da composição do STF.







