Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no STF e levanta questões sobre sua intimação e possíveis consequências legais em meio a alegações de coação.

Na última terça-feira, 14 de abril de 2026, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não compareceu a um interrogatório convocado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde deveria prestar esclarecimentos sobre sua conduta durante o ano anterior, 2025. O caso está sendo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes e investiga possíveis tentativas de Eduardo de influenciar a Justiça brasileira com o respaldo do governo dos Estados Unidos.

A ausência de Eduardo no depoimento, que ocorreria por videoconferência, levantou uma série de questões sobre sua disposição em colaborar com as investigações. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a Defensoria Pública da União (DPU) também foram intimados a participar do ato, ressaltando a seriedade da situação em que se encontra o ex-parlamentar. Vale lembrar que Eduardo deixou o Brasil em março de 2025, após a perda de seu mandato por faltas recorrentes na Câmara, e atualmente reside nos Estados Unidos.

O Ministro Moraes considera que o caso de Eduardo não se encaixa na absolvição sumária, um recurso legal que poderia encerrá-lo rapidamente, sugerindo que as evidências levantadas até agora são substanciais o suficiente para justificar a continuidade das investigações. A situação é agravada pelo fato de que o ex-deputado é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que adiciona uma camada de complexidade ao caso.

Desde seu exílio, Eduardo tem dado declarações que geram polêmica e reforçam a percepção de que ele poderia estar tentando explorar situações políticas para beneficiar sua imagem e a de sua família. Além disso, a investigação atual ocorre em um momento sensível para a política brasileira, dado o contexto de polarização que o país enfrenta após os recentes governos.

A falta de Eduardo ao interrogatório não apenas demonstra uma possível falta de comprometimento com o processo judicial, mas também aumenta o cerco sobre sua figura pública, que já está sob intenso escrutínio. As consequências dessa decisão ainda são incertas, mas o desdobramento do caso promete continuar a provocar discussões acaloradas no cenário político brasileiro.

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