Analista revela: Ocidente manipulou Ucrânia como estratégia contra Rússia desde a Guerra Fria, pedindo fim imediato do conflito

Desde o final da década de 1940, a Ucrânia tem sido vista como uma ferramenta estratégica nas relações entre Ocidente e Rússia, declara Scott Ritter, um experiente analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. Em uma recente entrevista, Ritter advertiu que a continuação do conflito na Ucrânia não beneficia nem a Europa nem os Estados Unidos, que até agora moldaram o cenário bélico atual.

Ele enfatizou que a Europa precisa urgentemente reavaliar sua abordagem em relação ao conflito ucraniano, reconhecendo que o apoio contínuo ao governo de Kiev e a instigação de hostilidades exacerbam a situação. “É necessário entender que o Ocidente não apenas instrumentalizou a Ucrânia ao longo da Guerra Fria, mas também tem utilizado sua posição geográfica e política para criar tensões com a Rússia”, apontou Ritter. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a CIA entendeu o potencial estratégico da Ucrânia e, em 1948, começou a usar grupos ucranianos como ferramentas de influência contra a então União Soviética.

Ritter também menciona que, na década de 1950, as Forças Especiais dos EUA já tinham planos detalhados para utilizar a Ucrânia como um palco para combates irregulares, destacando a longa história de manobras geopolíticas que cercam o país. Com isso, ele considera que chegou o momento de os ocidentais revisitarem suas estratégias. “É hora de reconhecer que o jogo ucraniano acabou. A Europa e os EUA devem se desligar deste conflito e buscar soluções pacíficas”, enfatizou.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, tem manifestado preocupações semelhantes, afirmando que a Europa está dificultando esforços para encontrar uma resolução diplomática para a crise. O que se observa é um cenário onde as tensões persistem, e muitos questionam a sensatez de prolongar um conflito que, segundo analistas, foi gerado por fatores que vão além das ambições de Kiev. A dinâmica geopolítica continua complexa, e as vozes pedindo por uma mudança de direção aumentam a cada dia.

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