A função de Eduardo incluía administrar recursos enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que foram solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo. Em resposta às alegações sobre seu papel, Eduardo se defendeu dizendo que não recebeu verbas de nenhum fundo de investimento e que seu status migratório nos Estados Unidos o impediria de praticar qualquer ilegalidade. Ele mencionou que, se houvesse um envolvimento com a transferência de valores, o governo americano tomaria providências.
O contrato, que também envolve o deputado federal Mario Frias, aponta para a participação ativa dos produtores em decisões financeiras vitais, como estratégias de captação de recursos e identificação de possíveis fontes de financiamento. Juntamente com isso, o documento ainda exige que a equipe esteja atenta ao planejamento orçamentário e à negociação de cronogramas de filmagem.
Além das informações contidas no contrato, mensagens trocadas entre Thiago Miranda, do Portal Leo Dias, e Daniel Vorcaro indicam discussões sobre como transferir valores para os Estados Unidos. Comentários de Eduardo em uma dessas mensagens mostram o ex-deputado discutindo dificuldades encontradas nas transferências financeiras e sugerindo acelerar os envios.
A investigação da Polícia Federal, que apura a destinação dos R$ 131 milhões solicitados por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, levanta a possibilidade de que parte desse dinheiro tenha sido usada para cobrir despesas de Eduardo nos Estados Unidos. Um valor próximo de R$ 61 milhões foi efetivamente comprometido entre fevereiro e maio de 2025.
Em entrevista recente, Flávio anunciou que Eduardo irá fornecer mais esclarecimentos sobre o assunto por meio de um vídeo que será publicado em suas redes sociais.
