Lula Alfineta Flávio Bolsonaro e Defende Transparência em Recursos para Hospital de Câncer de Barretos Durante Cerimônia em SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou novamente, nesta sexta-feira (15), o polêmico caso que envolve o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita durante uma cerimônia no Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo, onde Lula enfatizou a transparência dos recursos destinados à unidade de saúde.

Ao anunciar novos investimentos federais para o setor oncológico, o presidente deixou claro que, em sua gestão, os recursos públicos são provenientes de fontes confiáveis e devidamente documentadas. Embora não tenha nomeado diretamente Flávio Bolsonaro, Lula fez uma crítica direta a Vorcaro ao afirmar: “Nesse hospital aqui não tem dinheiro do Vorcaro”. Essa declaração reforça seu compromisso com a lisura nos processos que envolvem verbas públicas.

A fala de Lula ocorre em um contexto delicado, logo após a divulgação de áudios em que Flávio Bolsonaro aparece solicitando a Vorcaro apoio financeiro para a produção do filme “Dark Horse”, uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações veiculadas por um veículo de comunicação destacam que as negociações entre os envolvidos chegaram a girar em torno de R$ 131 milhões, com R$ 61 milhões já pagos entre fevereiro e março de 2025.

Durante o evento, o presidente também destacou o histórico do Hospital de Câncer de Barretos, que sempre se mostrou proativo ao apresentar propostas bem estruturadas e projetos concretos em busca de apoio federal. No dia anterior, durante um evento da Petrobras em Salvador, na Bahia, ele havia comentado sobre o caso, sugerindo que as autoridades policiais devem investigar as alegações.

Lula reforçou sua posição ao afirmar que não comentaria mais sobre o assunto, enfatizando que a questão é de natureza policial e, portanto, não cabe a ele se envolver em investigações que fogem de suas atribuições. “Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem”, concluiu, destacando a necessidade de que as investigações sigam seu curso adequado e formal.

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