Durante sua fala, Edinho enfatizou a relevância de o partido se debruçar sobre as críticas que a sociedade faz ao funcionamento das instituições. “Se a sociedade diz que esse sistema não lhe serve e não resolve os problemas, nós temos a capacidade de construir caminhos para que efetivamente um novo sistema comece a ser construído”, declarou, sublinhando a urgência de uma reforma que aproxime o Judiciário da realidade vivida pela população.
O líder petista também ressaltou a necessidade de um debate contínuo acerca da reforma tributária, com foco especial na justiça fiscal e na redistribuição de renda, afirmando que é essencial que o partido se posicione diante das crises contemporâneas do capitalismo global. “Nosso papel é buscar respostas e caminhos frente às crises que estão sendo geradas”, afirmou.
Um ponto central abordado por Edinho foi a importância de escutar a população. “Se a sociedade diz que está doendo, é porque está doendo”, reiterou. Ele defendeu que o congresso deve ser um espaço dedicado a essa escuta, onde se possa entender profundamente os anseios e reivindicações da população.
Na questão da segurança pública, Edinho reiterou a necessidade da presença do Estado em áreas dominadas pelo crime organizado, proclamando que “defendemos o Estado controlando o território, e não mais o crime”.
O encontro ainda teve a participação de Luiz Inácio Lula da Silva, que enviou uma mensagem em vídeo lamentando sua ausência devido a um procedimento médico. Lula questionou a necessidade de prestar contas à sociedade, mencionando a importância de valorizar as ações passadas do partido. Ele pode retornar para o encerramento do evento, dependendo da avaliação médica pessoal.
Essas discussões no Congresso do PT são decisivas não apenas para o partido, mas também para o cenário político brasileiro, especialmente com as eleições se aproximando e uma sociedade que exige respostas concretas e eficazes.







