Cristiano Santos, gerente da pesquisa, destaca que, ao longo de 2026, o comércio varejista tem mostrado tendência de crescimento em sua maioria, com destaque para o desempenho positivo de maio, que foi impulsionado por cinco dos oito setores analisados. Os segmentos mais expressivos foram livros, jornais, revistas e papelaria, com um crescimento notável de 15,2%, seguido por tecidos, vestuário e calçados (3,1%), móveis e eletrodomésticos (2,7%), artigos farmacêuticos e médicos (1,4%) e combustíveis e lubrificantes (1,1%). No entanto, três setores enfrentaram retração, com destaque negativo para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que registraram uma queda de 1,7%.
Quando se analisa o varejo ampliado, que considera também materiais de construção e veículos, observa-se um recuo de 0,2%. Embora os materiais de construção tenham crescido 2,1% e os veículos e peças 1,8%, essa queda no varejo ampliado traz à tona a fragilidade do setor em um contexto mais amplo. De fato, na comparação com maio de 2025, o comércio ampliado recuou 0,6%, enquanto no acumulado do ano, o crescimento é mais modesto, de 1,3%.
O desempenho da receita nominal do varejo é outro indicador importante. Em relação a abril, a receita cresceu 0,1%, alcançando um aumento de 4,4% quando comparada a maio do ano passado. A receita acumulada no ano avançou 4,2%, enquanto em um horizonte de 12 meses, o crescimento foi de 4,8%. Para o varejo ampliado, as altas foram ainda mais acentuadas, evidenciando resiliência em determinados segmentos, apesar das oscilações em outros. Esses dados chamam a atenção para a natureza diversificada do varejo brasileiro, enfatizando tanto suas conquistas quanto os desafios que ainda permanecem.
