No início das negociações, o Ibovespa apresentava certa estabilidade; no entanto, a aversão ao risco nos mercados internacionais rapidamente se fez sentir. Apesar da queda, as ações da Petrobras, que lideram as transações, tiveram um desempenho positivo. Os papéis ordinários da empresa subiram 3,44%, enquanto as ações preferenciais avançaram 2,55%. Este movimento favorável, no entanto, não foi suficiente para barrar as perdas generalizadas em outros setores, como bancos e empresas de consumo, que contribuíram para a queda do índice.
O aumento no preço do petróleo também acende um alerta sobre a inflação global, o que pode impactar as políticas monetárias em várias economias. O petróleo Brent, referência no mercado, fechou com um salto de 9,59%, atingindo US$ 83,30 por barril, enquanto o WTI, do Texas, subiu 9,42%, encerrando a cotação em US$ 78,14 por barril. Essa alta é impulsionada em grande parte pelas tensões em torno do Estreito de Ormuz, uma via crucial que manipula cerca de 20% do petróleo mundial.
Além disso, as declarações recentes do presidente dos Estados Unidos sobre a intensificação das sanções ao Irã e a intenção de taxar cargas que passarem pelo Estreito de Ormuz contribuíram para a elevação do dólar. Durante a sessão, a moeda americana atingiu uma máxima de R$ 5,142.
Na esfera interna, os investidores também estavam atentos à divulgação do boletim Focus do Banco Central, que manteve as projeções para o câmbio e as taxas de juros ao longo do ano. A soma desses fatores indica que a volatilidade nos mercados pode persistir nas próximas semanas, dado o contexto geopolítico instável.





