Mesmo com essa redução, o resultado foi o segundo melhor para novembro desde 1989, perdendo apenas para o ano anterior, quando o superávit foi de US$ 8,789 bilhões. No acumulado de 2024, o superávit comercial atingiu US$ 69,856 bilhões, sendo 22% inferior ao mesmo período de 2023.
As exportações se mantiveram estáveis em novembro, enquanto as importações tiveram um aumento significativo, principalmente nos setores de componentes químicos, medicamentos e bens de capital. O preço internacional do petróleo, minério de ferro, soja e milho influenciaram na queda do valor exportado, por outro lado, alguns produtos como café, celulose e carnes tiveram aumento nos preços.
Por outro lado, as importações aumentaram de forma expressiva, com destaque para motores não elétricos, autopeças, medicamentos e componentes químicos. O setor agropecuário foi impactado pela redução das exportações devido ao fim das safras, enquanto a indústria de transformação teve um aumento na quantidade exportada.
O governo revisou para baixo a projeção de superávit comercial para 2024, de US$ 79,2 bilhões para US$ 70 bilhões, uma queda de 28,9% em relação ao ano anterior. As exportações devem encerrar o ano em US$ 335,7 bilhões, com uma queda de 1,2%, enquanto as importações devem subir 10,2%, alcançando US$ 264,3 bilhões.
As previsões do governo estão mais conservadoras do que as do mercado financeiro, que projeta um superávit de US$ 75 bilhões para este ano. A recuperação da economia e o aumento do consumo são apontados como os principais fatores que impulsionarão as importações nos próximos meses.





