Os números específicos apontam que as exportações chegaram a US$ 31,904 bilhões, uma elevação de 6,6% em comparação a maio do ano passado, enquanto as importações totalizaram US$ 24,081 bilhões, o que representa um aumento de 5,3%. Com esses resultados, tanto as exportações quanto as importações registraram os segundos maiores valores de sua série histórica para os meses de maio.
No acumulado do ano, a balança comercial brasileira apresenta um superávit de US$ 32,662 bilhões nos primeiros cinco meses, uma valorização notável de 34,2% comparado ao mesmo período em 2025. Esse resultado se deve não apenas à recuperação das commodities com cotação internacional, mas também à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, um fator que não foi repetido no ano atual.
A composição desse superávit mostra que as exportações acumulam US$ 148,571 bilhões, apresentando um aumento de 8,7%, enquanto as importações somam US$ 115,908 bilhões, alta de 3,2%. O desempenho é um dos melhores em relação à série histórica, com destaque para a agropecuária, que cresceu 9,8% em maio, e a indústria de transformação, que teve um aumento de 9%.
Os principais responsáveis pelo crescimento das exportações foram a soja, com uma elevação de 14,6%, o algodão bruto, que apresentou um aumento de 45,3%, e o milho não moído, que disparou 267,2%. Por outro lado, as vendas de petróleo bruto, embora tenham registrado um aumento em preço, tiveram uma queda significativa em volume, refletindo em uma diminuição nas exportações.
As importações também mostraram alta, sendo que os veículos foram um dos principais responsáveis, com um aumento de US$ 833,5 milhões em relação a maio do ano passado. Produtos do setor agropecuário, como pescados e produtos hortícolas, também contribuíram, assim como os fertilizantes brutos e carvão não aglomerado.
Para o ano de 2026, o Mdic projeta um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, um aumento de 5,9% em relação ao valor de 2025. As expectativas para as exportações são de fechar o ano em US$ 364,2 bilhões, enquanto as importações devem totalizar US$ 280,2 bilhões.
Essas projeções são revisadas trimestralmente e novas estimativas detalhadas devem ser divulgadas em julho. O cenário atual formula um contraste entre as previsões do Mdic e as expectativas do mercado financeiro, que apresentam números ligeiramente mais otimistas para o superávit comercial.
