Analisando o acumulado dos últimos 12 meses, o déficit do setor público consolidado subiu para R$ 157,2 bilhões, o que representa 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB), uma elevação de 0,06 ponto percentual em relação ao mês de maio. Os gastos públicos com juros nominalizaram-se em R$ 110,7 bilhões em junho, marcando um aumento considerável em comparação aos R$ 61,0 bilhões do mesmo mês em 2025. Esse fenômeno pode ser explicado em parte por uma evolução negativa nos resultados de operações de swap cambial, onde houve uma reversão de ganhos em 2025 para perdas no ano atual.
A análise do Banco Central revela que, considerando o período de 12 meses até junho de 2026, o total de juros acumulados chegou a R$ 1,16 trilhões, equivalente a 8,80% do PIB, uma alta expressiva em relação aos R$ 912,3 bilhões (7,41% do PIB) registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o déficit primário e os juros, também se apresentou deficitário, totalizando R$ 166 bilhões em junho. No acumulado do ano, o déficit nominal foi de R$ 1,31 trilhões, representando 9,99% do PIB, acréscimo que indica um agravamento na situação fiscal.
Os dados mostram ainda que o Governo Central, governos regionais e empresas estatais tiveram respectivos déficits de R$ 47,2 bilhões, R$ 6,6 bilhões e R$ 1,5 bilhão. No que tange à Dívida Líquida do Setor Público, observou-se um aumento para 68,5% do PIB, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 81,9% do PIB em junho, elevando-se em 0,9 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Esses resultados refletem não apenas os elevados juros nominais que impactaram negativamente as contas públicas, mas também um cenário econômico desafiador que exige atenção redobrada das autoridades financeiras e decisões estratégicas urgentes para a recuperação fiscal do país.





