ECONOMIA – Rio de Janeiro Troca Regime Fiscal e Reduz Dívida com União em Novo Programa que Alivia Caixa do Governo

O estado do Rio de Janeiro está se encaminhando para uma mudança significativa em sua gestão financeira. Na última terça-feira, o governo federal deu aval para que o estado deixe o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e adote o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Essa transição é vista como um avanço em direção a uma estratégia mais sustentável para quitar a dívida com a União, reduzindo drasticamente o valor das parcelas mensais. Segundo cálculos do Tesouro Estadual, os pagamentos, que atualmente somam uma média de R$ 436 milhões por mês, poderão ser reduzidos para aproximadamente R$ 119 milhões.

Para que essa adesão ao Propag se concretize, porém, ainda são necessárias certas etapas. A Secretaria de Fazenda e a Procuradoria Geral do Estado estão, neste momento, examinando diversos fatores jurídicos relevantes. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os detalhes dessa nova fase que promete aliviar a pressão financeira sobre o governo do estado.

Outro ponto crucial nessa equação é a avaliação dos ativos que poderão ser utilizados para o abatimento da dívida no momento da adesão ao programa. O governo está concentrando esforços para garantir que essa adesão seja formalizada até o final de junho, buscando, assim, um melhor equilíbrio nas contas públicas.

O secretário da Fazenda, Guilherme Mercês, ressaltou a importância do Propag, afirmando que o programa não apenas facilitará o fluxo de caixa do estado, mas também permitirá que as parcelas da dívida sejam conciliadas com outras despesas essenciais para a manutenção e desenvolvimento das políticas públicas.

O panorama financeiro do estado é desafiador. A dívida do Rio com a União soma impressionantes R$ 203,3 bilhões. Portanto, a transição para o Propag é vista como uma luz no fim do túnel, oferecendo uma esperança renovada para a eficiência fiscal e a sustentabilidade das contas públicas no estado. O que se espera agora é que as ações necessárias sejam concluídas com agilidade, para que os benefícios do novo regime sejam sentidos o mais rápido possível.

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