Para que essa adesão ao Propag se concretize, porém, ainda são necessárias certas etapas. A Secretaria de Fazenda e a Procuradoria Geral do Estado estão, neste momento, examinando diversos fatores jurídicos relevantes. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, já se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os detalhes dessa nova fase que promete aliviar a pressão financeira sobre o governo do estado.
Outro ponto crucial nessa equação é a avaliação dos ativos que poderão ser utilizados para o abatimento da dívida no momento da adesão ao programa. O governo está concentrando esforços para garantir que essa adesão seja formalizada até o final de junho, buscando, assim, um melhor equilíbrio nas contas públicas.
O secretário da Fazenda, Guilherme Mercês, ressaltou a importância do Propag, afirmando que o programa não apenas facilitará o fluxo de caixa do estado, mas também permitirá que as parcelas da dívida sejam conciliadas com outras despesas essenciais para a manutenção e desenvolvimento das políticas públicas.
O panorama financeiro do estado é desafiador. A dívida do Rio com a União soma impressionantes R$ 203,3 bilhões. Portanto, a transição para o Propag é vista como uma luz no fim do túnel, oferecendo uma esperança renovada para a eficiência fiscal e a sustentabilidade das contas públicas no estado. O que se espera agora é que as ações necessárias sejam concluídas com agilidade, para que os benefícios do novo regime sejam sentidos o mais rápido possível.
