De acordo com a Receita, essa alteração afetará somente os cadastros futuros, não tendo impacto nas empresas já cadastradas. Os números atuais e os dígitos verificadores permanecerão os mesmos. A mudança tem como objetivo garantir a disponibilidade de números de identificação sem prejudicar a sociedade ou interromper políticas públicas em andamento.
O novo formato do CNPJ terá 14 posições, sendo as oito primeiras destinadas à raiz do número, compostas por letras e números. As quatro posições seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também utilizando caracteres alfanuméricos. Apenas as duas últimas posições, correspondentes aos dígitos verificadores, continuarão sendo numéricas.
Uma curiosidade desse novo sistema é que, para manter os algarismos nos futuros CNPJ, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII. Esse código, amplamente utilizado na indústria de computadores, será subtraído do valor 48, o que significa que a letra A equivalerá a 17, a letra B a 18, e assim por diante.
Essa medida deve trazer mais segurança e eficiência na identificação das empresas, facilitando a gestão e a fiscalização dos estabelecimentos comerciais no país. É importante que os gestores fiquem atentos a essas mudanças para garantir a conformidade com a nova regra a partir de julho de 2026.