Essa colaboração se dedicará à avaliação, desenvolvimento e execução de projetos conjuntos na indústria petrolífera. Entre as prioridades delineadas, estão a revitalização de campos maduros e a exploração em águas profundas e ultraprofundas. O documento formalizando essa aliança é válido por dois anos e pode ser renovado, não garantindo, entretanto, um compromisso vinculativo para investimentos ou criação de consórcios.
Durante a assinatura do acordo, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a importância da união entre as empresas, mencionando que a busca pela parceria surgiu em uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Chambriard enfatizou a relevância da produção de petróleo, afirmando que uma companhia deste setor não pode se envergonhar de sua essência. “Não existe futuro para uma empresa de petróleo sem a exploração”, declarou. Ela ressaltou a posição pioneira da Petrobras na exploração de águas ultraprofundas, lembrando que a parte mexicana do Golfo do México permanece praticamente inexplorada nesse sentido.
O Golfo do México, que limita-se entre Estados Unidos, Cuba e México, é onde uma grande parcela da produção de petróleo americana é realizada, enquanto o território mexicano abriga cinco estados que se estendem pela costa sul e oeste da região. Chambriard questionou a suposta ausência de petróleo na parte mexicana, instigando uma nova visão sobre as oportunidades na área.
Além disso, a parceria entre as duas empresas abordará não apenas os aspectos de exploração e produção, mas também incluirá refinamento, gás natural, petroquímica e bioprodutos, áreas de interesse mútuo. O diretor-geral da Pemex, Juan Carlos Carpio Fragoso, caracterizou o entendimento como um passo importante rumo a uma nova etapa de colaboração, enfatizando a responsabilidade histórica que ambas as nações compartilham em relação à segurança energética.
Nos últimos anos, a Petrobras tem expandido seu foco para operações internacionais, com aquisições em regiões como Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul, além de atividades nos Estados Unidos, Colômbia, Argentina e Bolívia. Essa nova parceria no Golfo do México representa uma continuação de sua estratégia de diversificação e exploração global no setor de energia.
