Os ajustes de preço na Petrobras são feitos mensalmente, sempre no primeiro dia do mês, refletindo as flutuações no mercado internacional. Atualmente, o cenário global é impactado por uma escalada nos preços do petróleo em decorrência do conflito no Irã, que começou em 28 de fevereiro, após ataques direcionados do Estados Unidos e de Israel. Esse contexto geopolítico tem gerado instabilidade nos mercados, especialmente em regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz, vital para a passagem de 20% da produção petrolífera mundial.
Em resposta ao aumento, a Petrobras permitirá que as distribuidoras de QAV parcelam o incremento do preço em até seis vezes, com a primeira parcela prevista para ser paga em julho de 2026. Essa decisão busca não apenas mitigar os impactos financeiros nas empresas aéreas, mas também garantir a continuidade do abastecimento. Em comunicado, a estatal destacou que essa opção de parcelamento é uma forma de contribuir para a saúde financeira dos seus clientes e manter o equilíbrio econômico da companhia.
A interação entre a Petrobras e as distribuidoras é vital para a cadeia do abastecimento de QAV. A estatal detém uma participação de aproximadamente 85% da produção desse combustível, mas o mercado é aberto à concorrência. Assim, após a venda para as distribuidoras, o combustível é transportado e vendido a companhias aéreas e revendedores nos aeroportos.
Para auxiliar as empresas aéreas em tempos de crise, o governo federal implementou medidas, como a isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre o QAV, que se estende até o final de maio. Além disso, foram anunciadas outras iniciativas que incluem créditos de R$ 9 bilhões, operados pelo BNDES, e o adiamento de tarifas de navegação aérea. Essas ações visam aliviar os efeitos da alta dos combustíveis e, consequentemente, dos preços das passagens aéreas, em um cenário de elevada incerteza no setor.







