Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o Brasil registrou um saldo positivo de 10,1 milhões de novos empregos formais. Deste total, as mulheres foram responsáveis por 5,8 milhões de novas vagas, em comparação a 4,3 milhões para os homens. Este crescimento no número de postos de trabalho foca em um perfil de mais mulheres inseridas no mercado, configurando uma mudança significativa nas dinâmicas de emprego.
Além da questão de gênero, as informações também lançam luz sobre a diversidade racial no espaço de trabalho. Entre os 62,8 milhões de vínculos formais, 27,3 milhões são de trabalhadores autodeclarados pardos, e 26,8 milhões, brancos. Os trabalhadores que se identificam como pretos somam 4,6 milhões, enquanto há 600 mil autodeclarados amarelos e 239 mil indígenas. Notável é a diminuição do número de registros não informados, que caiu de mais de 17 milhões para 3,1 milhões, resultado de campanhas para fomentar a autodeclaração por parte das empresas.
A evolução na escolaridade da força de trabalho também é um dado otimista: mais da metade dos empregados, cerca de 54%, tem ensino médio completo, e 15,2 milhões possuem ensino superior ou pós-graduação. Em termos de experiência, 74% dos trabalhadores têm pelo menos 30 anos, destacando uma predominância de profissionais mais maduros no mercado.
O rendimento médio dos trabalhadores formais é de R$ 4.389,49, com o setor de serviços liderando a geração de empregos, com 38,2 milhões de vagas. O comércio, a indústria, a construção e a agropecuária também desempenham papéis relevantes, reafirmando a diversidade de áreas que compõem a economia brasileira.




