A proposta em questão é uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que visa a redução da jornada de trabalho no Brasil, alterando a atual carga semanal de 44 horas para 40 horas. Apresentada pelo deputado federal Sérgio Turra, da corrente do PP do Rio Grande do Sul, a emenda já conta com o apoio de 175 parlamentares. Além da isenção que beneficiaria os novos contratados, a proposta também sugere uma diminuição da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 8% para 4%.
Os defensores da proposta argumentam que as alterações proporcionariam um alívio financeiro para os empregadores, com algumas compensações fiscais, como a redução de alíquotas relacionadas a riscos de trabalho. No entanto, Queiroz salienta que o impacto sobre a Previdência é considerável e pode comprometer outros investimentos governamentais. O ministro citou que o Brasil gasta atualmente R$ 83 bilhões mensalmente com benefícios previdenciários, o que soma R$ 1,14 trilhão por ano, representando quase metade das despesas primárias federais.
Ele alertou que a situação já é delicada e que ajustes na Previdência precisam ser bem ponderados. A pressão financeira sobre o sistema tende a aumentar, especialmente devido ao envelhecimento da população e à meta do governo de melhorar a eficiência no atendimento ao público do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Atualmente, a média para análise de pedidos de benefícios é de 45 dias, valor que o governo busca reduzir. No entanto, Queiroz reconheceu que, com cerca de 1,3 milhão de novos pedidos surgindo todo mês, eliminar totalmente a fila de espera é uma meta quase irrealizável.
Com essas questões em jogo, a continuidade das discussões sobre a proposta e suas implicações para a Previdência Social será fundamental nos próximos dias, uma vez que o equilíbrio financeiro desse sistema é vital para garantir a segurança social dos brasileiros.





