Durante um almoço promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Durigan declarou aos jornalistas que está disposto a mediar as conversas para entender a viabilidade da reestruturação das dívidas. Ele afirmou: “Vou ajudar a mediar para entender se é possível. Se for possível, a gente faz”.
Em reunião realizada na terça-feira (18) no Ministério da Fazenda, Durigan e o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, discutiram a solicitação de apoio da Fazenda para dialogar com os bancos federais e avaliar a renegociação dos débitos em condições mais favoráveis.
O estado do Rio de Janeiro enfrenta uma dívida bilionária, estimada em cerca de R$ 26 bilhões com instituições financeiras. A intenção é reescalonar os débitos para reduzir os custos dos juros, substituindo dívidas antigas por novos financiamentos com taxas menores.
Durigan destacou que pretende se reunir com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, para analisar a possibilidade de negociação.
Além disso, a situação financeira do Rio no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) foi abordada durante a reunião. O programa permite aos estados refinanciar dívidas com a União por até 360 meses com redução dos encargos financeiros, mediante o cumprimento de contrapartidas.
Couto ressaltou que o objetivo do governo não se restringe a reorganizar os débitos, mas também a entregar o estado ao próximo governo com as contas equilibradas e com resultado fiscal positivo.
A participação do Rio nas condições estabelecidas no Propag implica em redução de 20% da dívida com a União, e a aplicação de 1% do saldo devedor em áreas como educação, infraestrutura e segurança. A União já desembolsou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio que não foram quitadas desde 2016.
Por fim, a possível reestruturação das dívidas bancárias do Rio aguarda a avaliação do BNDES e do Banco do Brasil sobre a viabilidade financeira da operação. A situação da Refit, empresa apontada como uma das principais devedoras contumazes do país, não foi informada se foi discutida na reunião entre Durigan e Couto. A Refit acumula débitos tributários superiores a R$ 26 bilhões e é alvo de investigações relacionadas à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.




