ECONOMIA – Mercado financeiro brasileiro tem dia de alívio com alta na bolsa e queda do dólar após turbulências nos EUA.

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de alívio nesta segunda-feira, mesmo diante das turbulências nos Estados Unidos. A bolsa de valores registrou uma alta de quase 2%, atingindo o maior nível em um mês e meio. O dólar, por sua vez, operou próximo à estabilidade ao longo da sessão e teve sua sexta queda consecutiva.

O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 124.861 pontos, com uma valorização de 1,97%. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelas petroleiras, mineradoras e empresas ligadas ao consumo, que contribuíram para a ascensão do indicador ao longo do dia. Este é o maior patamar desde 12 de dezembro, e em 2025 a bolsa brasileira já acumula uma valorização de 3,8%.

Já no mercado de câmbio, o otimismo também marcou o dia. O dólar comercial encerrou sendo vendido a R$ 5,912, com uma queda de apenas 0,1%. Após subir para R$ 5,95 nos primeiros minutos de negociação, a moeda norte-americana desacelerou e permaneceu próxima da estabilidade ao longo do dia, atingindo o menor nível desde 26 de novembro. Em 2025, o dólar já acumula uma queda de 4,34%.

A ausência de notícias relevantes na economia brasileira fez com que a baixa do dólar fosse influenciada pelo cenário externo. A divulgação de que a startup chinesa DeepSeek desenvolveu um sistema de inteligência artificial mais acessível que o ChatGPT fez com que as bolsas norte-americanas, especialmente o índice Nasdaq, das empresas de tecnologia, caíssem 3,07%.

Diante da turbulência nos mercados de ações, os investidores optaram por aplicar em títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do mundo. Essa movimentação resultou na queda das taxas de longo prazo desses títulos e contribuiu para a baixa do dólar em escala global.

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