No amanhecer da quinta-feira, a moeda começou a ser cotada a R$ 5,02, mas logo atingiu R$ 4,97 durante a manhã, estabilizando-se em torno dos R$ 4,98 ao longo do dia. Essa movimentação sugere uma reação dos investidores que observaram a forte valorização do real nos meses anteriores e decidiram realizar lucros. Mesmo com essa queda, o dólar ainda acumula uma alta de 1,89% na semana e 0,68% em maio, evidenciando uma volatilidade preocupante no cenário financeiro.
Por sua vez, o índice Ibovespa, da B3, apresentou uma recuperação significativa, subindo 0,72% e alcançando os 178.365 pontos. Este avanço na bolsa foi impulsionado em grande parte pelo desempenho positivo das ações da Petrobras, bem como de instituições financeiras que têm grande peso sobre o indicador. As ações ordinárias da Petrobras valorizaram-se em 0,82%, enquanto as preferenciais tiveram um aumento de 0,96%.
No entanto, é importante destacar que, mesmo com essa leve recuperação, o Ibovespa acumula uma queda de 3,12% na semana e de 4,78% no mês. Em contrapartida, ao longo deste ano, o índice já registrou um crescimento significativo de 10,70%.
O contexto global também teve um papel relevante nessa evolução. Ações de distensão nas relações entre os Estados Unidos e a China favorecem um ambiente mais propício ao risco, estimulando os ativos brasileiros. A comunicação frequente entre os presidentes Trump e Xi Jinping trouxe otimismo em relação à manutenção do comércio nas rotas estratégicas de navegação. Isso foi refletido, por exemplo, na alta dos índices acionários americanos, que se sustentaram por dados robustos de vendas no varejo.
Por fim, o mercado de petróleo, apesar das tensões no Oriente Médio, apresentou uma leve alta, com o barril Brent para julho subindo 0,09%, finalizando os negócios a US$ 105,72. A volatilidade neste setor é influenciada por relatos de movimentações de embarcações na região do Estreito de Ormuz, o que levanta preocupações sobre o fluxo de petróleo global. A possibilidade de um aumento na produção pela Opep também é monitorada de perto, na tentativa de mitigar os impactos da crise atual sobre a oferta.
