A inflação de junho desacelerou para 0,16%, uma queda significativa em relação aos 0,58% registrados em maio. Esse resultado não apenas trouxe alívio aos investidores, mas também reforçou as expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa considerar novos cortes na taxa Selic, o que tem o potencial de estimular a atividade econômica ao baratear o custo do crédito para empresas e consumidores.
Além disso, o dólar tem mostrado uma tendência de valorização do real. A moeda estadunidense caiu 0,31%, fechando a R$ 5,108, o menor valor desde meados de junho. Essa é a terceira sessão consecutiva de queda para o dólar e, na mínima do dia, chegou a ser cotado a R$ 5,098. Esse movimento ocorreu em um contexto de mau desempenho da moeda americana e de uma disposição crescente dos investidores em buscar ativos de risco, mesmo com as tensões geopolíticas continuando a agitar o cenário internacional, especialmente na região do Oriente Médio.
O setor do petróleo também viu uma leve queda nos preços, com o barril do tipo Brent fechando a US$ 76,01, uma redução de 0,38%. Apesar da pressão geopolítica e dos conflitos entre os Estados Unidos e o Irã, que geram volatilidade no mercado, a situação na região parece estar sob controle, o que afasta temores imediatos sobre interrupções severas da oferta global.
Em suma, o fechamento do mercado na última sexta foi marcado por uma combinação de otimismo em relação à inflação, um real mais fortalecido e a resiliência dos preços do petróleo, um panorama que certamente influenciará o comportamento dos investidores nas próximas semanas.





