Do total de declarações entregues até agora, cerca de 62,6% dos contribuintes têm direito à restituição, enquanto 20,8% precisarão efetuar o pagamento de imposto e 16,6% não deverão pagar nem têm direito a receber. Essa variação reflete a diversidade de situações financeiras dos contribuintes e a complexidade que envolve a tributação.
Em relação à forma de entrega, a maioria dos contribuintes, 77,1%, optou por utilizar o programa de computador disponibilizado pela Receita Federal, enquanto 15,8% escolheram a opção de preenchimento online. Esta última modalidade é especialmente atrativa, pois permite que os dados sejam armazenados na nuvem da Receita, facilitando o acesso e a correção de informações. Além disso, 7,1% dos contribuintes estão declarando por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda, que pode ser acessado em smartphones e tablets.
Uma prática crescente entre os contribuintes é o uso da declaração pré-preenchida, que foi utilizada por 59,4% dos que entregaram suas declarações até o momento. Essa ferramenta permite que os contribuintes baixem uma versão preliminar e façam apenas as confirmações necessárias ou correções antes da entrega final. Outra informação relevante é que 55,5% dos envios utilizaram o desconto simplificado, que visa simplificar o cálculo do imposto.
O prazo para a entrega da declaração se iniciou em 23 de março e se estende até às 23h59min59s do dia 29 de maio. Para aqueles que não entregarem dentro do prazo estipulado, a penalidade será uma multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, considerando qual dos dois valores for maior.
É importante destacar que estão obrigadas a declarar as pessoas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, além das que obtiveram receita bruta da atividade rural superior a R$ 177.920. Por outro lado, aqueles que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensados de fazer a declaração, a menos que se enquadrem em outras situações que exigem a entrega.





