Neste leilão recente, quatro lotes foram disponibilizados, com investimentos projetados que ultrapassam a cifra de R$ 1,8 bilhão. Esta iniciativa não apenas promove o desenvolvimento da infraestrutura energética brasileira, mas também prevê a geração de mais de 4 mil empregos diretos e indiretos, contribuindo para a economia local e nacional. Os lotes leiloados estão situados em regiões estratégicas, incluindo os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e a escolha das empresas vencedoras foi pautada pelo maior deságio nas propostas.
De acordo com a Aneel, a licitação teve como objetivo viabilizar a construção e a manutenção de 61 quilômetros de linhas de transmissão, além de um acréscimo de 2.400 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação nas subestações. O primeiro lote, nº 7, localizado em São Paulo, foi vencido pelo Consórcio Olympus XX, que propôs um valor de R$ 96,7 milhões de Receita Anual Permitida (RAP), resultando em um deságio expressivo de 52% em relação ao teto proposto pela regulamentação. A disputa nesse lote teve como concorrente a Fip Shelf 300, que ofereceu R$ 181 milhões, com um deságio inferior de 10,17%.
Logo após, o lote nº 10, situado em Cuiabá, no Mato Grosso, foi adjudicado à Axia Energia, que apresentou uma proposta de R$ 23,7 milhões, com um deságio de 51,84%. A competição foi acirrada, incluindo outras empresas como o Consórcio Olympus XX e a Zopone Engenharia e Comércio.
Seguindo com os lances, o lote nº 9, também em São Paulo, foi vencido pela Axia Energia Sul, que fez uma oferta de R$ 16 milhões, o que representou um deságio de 57,24%. Outras concorrentes nesse lote foram a Cymi Construções e Participações, EDP Energias do Brasil, além do Consórcio Olympus XX.
Por fim, o lote nº 8, com instalações em Mato Grosso do Sul, também foi conquistado pela Axia Energia Sul, que ofertou R$ 10,8 milhões, correspondendo a um impressionante deságio de 59,04%. Este lote teve uma competição que incluiu a Cox Brasil e a Zopone Engenharia.
Este leilão reforça o compromisso do Brasil com a expansão de sua infraestrutura de energia, essencial para atender à crescente demanda por eletricidade e promover o desenvolvimento sustentável do setor energético no país.





