De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), todos os componentes que compõem a ICF apresentaram queda, com exceção da Perspectiva Profissional, que se manteve estável. O Momento para Duráveis foi o que registrou a maior redução, com uma queda anual de 1,8%. Por outro lado, o Emprego Atual se destacou como o item com a maior pontuação na ICF, refletindo a satisfação dos trabalhadores.
O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, destacou que os consumidores estão mais cautelosos em relação ao consumo, principalmente de bens duráveis. A queda na intenção de consumo de bens duráveis impactou negativamente o índice, assim como a perspectiva em curto prazo, que também registrou uma redução. Tavares ressaltou que a diminuição da perspectiva sobre o emprego é um dos principais motivos para a cautela das famílias em relação aos gastos.
Além disso, a Perspectiva Profissional apresentou uma queda de 4,1% no ano, indicando uma maior cautela em relação à empregabilidade futura. A queda na Perspectiva de Consumo e as incertezas em relação aos ajustes fiscais do governo também contribuem para um cenário econômico desafiador, segundo a CNC. Com a Selic em alta, o acesso ao crédito fica mais restrito, o que pode desestimular o consumo das famílias.
Diante desses desafios, os consumidores tendem a se tornar mais seletivos em suas compras, e as instituições financeiras ficam mais criteriosas na concessão de crédito, o que afeta diretamente o potencial de consumo. Assim, a economia enfrenta um momento de cautela e incertezas, refletindo na intenção de consumo das famílias.





