O aumento no petróleo, com o Brent subindo 4,59% e fechando a US$ 88,10, ajudou a sustentar as ações da Petrobras, mitigando, em parte, as perdas no mercado financeiro. O WTI, referência norte-americana, também registrou alta, subindo 4,48%, para US$ 82,49. Essa valorização se deve às crescentes preocupações sobre interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma área chave para exportação de petróleo, levantando temores de novos choques na oferta e, consequentemente, uma pressão adicional sobre os preços da energia.
No câmbio, a busca por ativos mais seguros elevou a demanda pelo dólar, que, após ter atingido a máxima de R$ 5,133 durante a manhã, encerrou a sessão com um leve recuo. Apesar da pressão externa, o real mostrou resiliência em comparação com outras moedas emergentes, beneficiado pela alta no petróleo, que reforça a posição do Brasil como exportador da commodity.
O clima tenso também impactou o mercado de ações local, onde o Ibovespa operou em alta no início, mas perdeu fôlego devido ao avanço dos juros futuros e o recuo de ações ligadas ao consumo. Os papéis de empresas do setor de varejo, construção civil e educação foram os maiores perdedores do dia, enquanto os bancos também enfrentaram quedas significativas.
Além disso, a decisão dos investidores foi afetada pela desaceleração da atividade econômica no Brasil, conforme sugerido pelos dados do IBC-Br e as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que, embora não dominantes na atenção do mercado, contribuíram para o pessimismo geral. Em um cenário global, a queda nas ações de empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial também acentuou os riscos, levando a uma migração em massa para ativos mais seguros.





