Apesar disso, os dados gerais indicam um crescimento na criação de empregos formais nos cinco principais setores econômicos, totalizando 1.511.203 novos postos de trabalho. O estoque de empregos formais no setor privado também aumentou, passando de 42.957.808 milhões em 2022 para 44.469.011 milhões no final de 2023, o que representa uma variação positiva de 3,5%.
O destaque ficou por conta da construção civil, que registrou um aumento de 181.588 vínculos formais (6,8%) no mesmo período. Já o setor de serviços foi responsável pela criação de 962.877 vagas, um crescimento de 4,8% em relação a 2022. O comércio teve um crescimento de 2,1% e a agropecuária de 1,9%, enquanto a indústria apresentou um crescimento menor, com 121.318 vínculos formais a mais, representando um aumento de 1,4%.
A subsecretária nacional de Estatística e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, ressaltou que a indústria continua sendo o setor que paga os maiores salários médios, seguido pelos setores de serviços, construção civil, comércio e agropecuária. Ela ainda destacou que, considerando a inflação, os salários dos trabalhadores formais na iniciativa privada aumentaram 3,6% em média.
Os dados completos da Rais 2023, que incluem o setor público, serão divulgados apenas no quarto trimestre. Paula Montagner explicou que os resultados da Rais podem divergir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) por conta do prazo maior para coleta das informações. Este ano, os dados foram coletados até 31 de maio.
Outro destaque dos dados foi a distribuição geográfica dos empregos formais, com a Região Sudeste concentrando a maioria dos vínculos celetistas, seguida pelas regiões Sul e Nordeste. Porém, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste tiveram os maiores crescimentos percentuais. Estados como Piauí, Amapá, Tocantins e Roraima se destacaram com os maiores crescimentos relativos.
Além disso, a Rais revelou que as mulheres ocupavam 40,9% dos empregos formais no setor privado em 2023 e houve um aumento no número de trabalhadores estrangeiros formais, com venezuelanos, haitianos e paraguaios sendo os grupos com maior crescimento. Também houve um pequeno aumento na proporção de pessoas com deficiência empregadas formalmente, sendo a inclusão de pessoas com deficiências físicas um dos destaques apontados por Paula Montagner.
Em resumo, os dados da Rais 2023 indicam um cenário de crescimento na criação de empregos formais, com a construção civil e os serviços liderando esse crescimento. Apesar da indústria ter apresentado um desempenho inferior aos demais setores, ela continua sendo a que paga os salários mais altos aos trabalhadores formais no Brasil. Novas informações detalhadas serão divulgadas no último trimestre, revelando mais insights sobre o mercado de trabalho formal no país.
