Essa iniciativa abrange um vasto espectro de atividades ligadas à cadeia produtiva de eventos de grande porte, englobando não apenas shows e festivais, mas também eventos esportivos, feiras e congressos. Os profissionais envolvidos, que desempenham funções em produção, montagem, segurança, limpeza, alimentação, logística, entre outros, serão beneficiados com um conjunto de direitos sociais e trabalhistas fundamentais. Márcia Adão, secretária adjunta da União Geral dos Trabalhadores (UGT), declarou que este pacto é um marco legal necessário, destacando que “de nada adianta existir eventos grandiosos se não tivermos condições dignas de trabalho”.
Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP), reforçou que o Brasil possui uma base legal sólida para garantir boas condições de trabalho aos envolvidos. Porém, ressaltou a importância de adequar cada ação à realidade do setor. “É imprescindível pensar na segurança, no bem-estar e no resultado”, afirmou.
O ministro do Trabalho e Emprego, Rogério Marinho, também enfatizou a relevância da participação social, pedindo compromissos tanto de sindicalistas quanto de empresários para que o Pacto seja efetivo. Para ele, “não é suficiente apenas a vontade do ministério ou do presidente”. Cada empresa do país deve assumir a responsabilidade por essa causa.
O pacto foi assinado em conjunto com outras instituições, como o Ministério da Cultura e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O ministro interino da Cultura, Márcio Tavares, destacou que o Brasil é um dos maiores produtores de eventos do mundo, gerando bilhões e empregando milhares de pessoas. Contudo, enfatizou que essa força econômica deve ser acompanhada de dignidade, formalização e proteção social.
Dados da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape) revelam que o setor foi responsável por aproximadamente 12,7 milhões de empregos, correspondendo a mais de 4,5% do PIB nacional. Para os próximos anos, estão programados eventos icônicos, como o Rock in Rio, Oktoberfest, Carnaval e a Copa do Mundo Feminina. Essa agenda robusta não apenas movimentará a economia, mas também reforçará a importância do compromisso com a dignidade no trabalho, criando um entorno mais justo para todos os profissionais envolvidos.
