ECONOMIA – Governo dos EUA propõe tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e gera preocupação na indústria nacional sobre possíveis impactos econômicos e comerciais.

A proposta do governo dos Estados Unidos de implementar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros provocou uma reação significativa na indústria nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em um comunicado recente, expressou sua preocupação com a iniciativa que pode impactar negativamente as relações comerciais entre os dois países. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresentou a proposta, que, se aceita, pode agravar as dificuldades enfrentadas por diversos setores da economia brasileira.

A CNI defendeu a importância de um diálogo robusto entre Brasil e Estados Unidos como forma de evitar consequências prejudiciais para a economia. Segundo a entidade, essas tarifas adicionais não apenas ameaçam as cadeias produtivas interligadas entre as nações, mas também comprometem uma relação comercial que foi construída ao longo de décadas. Para a CNI, a parceria econômica é estratégica e beneficia tanto empresas quanto consumidores de ambos os países, sendo, portanto, fundamental priorizar a cooperação em vez de medidas protecionistas.

Dados levantados pela CNI revelam que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos já registraram uma queda em 2025, com vendas somando 30,2 bilhões de dólares — uma diminuição de 4,2% em relação ao ano anterior. Entre os 15 principais segmentos exportadores, nove enfrentaram redução nos índices de embarque. Os setores mais afetados incluem produtos de metal, madeira, celulose e papel, além de veículos automotores, que caíram entre 17,6% e 31,6%.

A CNI alerta que a eventual implementação da tarifa adicional poderá intensificar as dificuldades já enfrentadas por esses setores, prejudicando ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano. Em resposta a essa situação, o USTR programou uma audiência pública para o próximo dia 6 de julho, com o objetivo de discutir a proposta e receber contribuições de diversos interessados, incluindo empresas e entidades.

A preocupação central da CNI é que essa consulta pública se torne um espaço para apresentar dados técnicos e argumentos em defesa da continuidade do fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos. A entidade informou que seguirá monitorando a situação e se engajando com autoridades brasileiras e parceiros norte-americanos. O compromisso é claro: buscar soluções negociadas que preservem a parceria econômica bilateral e evitem a adoção de medidas que possam afetar investimentos, empregos e o comércio entre as duas economias mais robustas da América.

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