ECONOMIA – Governo Brasileiro Avalia Medidas de Reciprocidade Após Tarifas dos EUA, Enfatiza Dario Durigan em Coletiva em São Paulo.

Na última sexta-feira, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, abordou a questão da recente taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, afirmando que o governo brasileiro está considerando medidas de reciprocidade. Em uma coletiva de imprensa em São Paulo, Durigan enfatizou que essa consideração não deve ser confundida com uma retaliação. Para ele, o foco do governo é proteger a economia nacional, especialmente após a aprovação de uma legislação que visa salvaguardar interesses do país em situações de atacados unilaterais por outros países.

Durigan detalhou que sua função principal é assegurar a estabilidade econômica e a continuidade do crescimento do Brasil. Ele destacou que as discussões com o setor empresarial estão sendo realizadas de maneira cautelosa, com o objetivo de aplicar a reciprocidade de forma alinhada e no tempo adequado. A taxação de 25% imposta pelos EUA foi caracterizada como injusta pelo ministro, que reiterou a importância da negociação contínua entre os países. Contudo, ele foi enfático ao declarar que o Brasil possui argumentos válidos para contestar as tarifas, considerando que a lógica por trás da medida não se sustenta sob o escrutínio econômico.

Dario Durigan chamou atenção para o déficit da balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, ressaltando que o Brasil está contribuindo significativamente para o superávit americano. Em contrapartida, assegurou que o país tem conseguido consolidar sua economia, o que possibilita a proteção da população brasileira, como demonstrado nas ações relacionadas aos combustíveis.

No que diz respeito às novas tarifas, o ministro criticou a abordagem do governo anterior dos Estados Unidos, que, de acordo com ele, não respeitou os diálogos setoriais, aplicando uma “punição geral” ao Brasil. Durigan argumentou que os fundamentos apresentados pelos EUA para justificar as tarifas são infundados e, muitas vezes, desatualizados, aludindo a questões ambientais que não refletem a realidade atual do Brasil.

Ele também se posicionou a respeito do sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, que está sob críticas por parte dos Estados Unidos, sendo considerado uma ameaça às relações comerciais. Durigan afirmou que o Pix não está em negociação, defendendo que se trata de uma infraestrutura pública benéfica, e que não faz sentido colocá-lo sob avaliação num contexto de discussão comercial.

Por fim, o ministro abordou a dimensão política da taxação imposta pelos EUA. Segundo ele, o argumento utilizado para tal ação é de cunho eleitoral, um movimento que, ao seu ver, prejudica não apenas o Brasil, mas também as empresas e trabalhadores que dependem de uma relação comercial robusta com os Estados Unidos. Durigan defendeu que a busca por soluções deve sempre priorizar os interesses nacionais e o bem-estar econômico do Brasil.

Sair da versão mobile