ECONOMIA – Governo acelera agenda de revisão de gastos após devolução da MP do PIS/Cofins pelo Senado, afirmam ministros em Brasília


Após a devolução da medida provisória que pretendia limitar a compensação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o governo acelerará a agenda de revisão de gastos públicos. Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, se reuniram nesta quinta-feira (13) em Brasília para discutir o tema e reafirmaram a unidade da equipe econômica em torno do corte de gastos.

Segundo Haddad, a agenda de gastos envolverá despesas primárias, financeiras e gastos tributários. A revisão ampla busca acomodar as diversas pretensões do Congresso e do Executivo, visando garantir tranquilidade para o próximo ano. O ministro destacou a importância de revisar os gastos primários, gastos tributários e gastos financeiros do Banco Central, enfatizando que quanto mais esses gastos diminuírem, melhor para o país.

A agenda de revisão de gastos ganhou destaque após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, devolver trechos da medida provisória do PIS/Cofins. Os ministros ressaltam o comprometimento do Congresso Nacional em lançar essa agenda, com foco no combate a fraudes em programas sociais e incentivos fiscais, bem como na modernização de despesas obrigatórias.

Haddad e Tebet revelaram a disposição em cortar privilégios e revisar os gastos primários, especialmente os incentivos fiscais. A ministra enfatizou a necessidade de rever os incentivos fiscais, apontando uma ampla margem para revisão de gastos. A equipe econômica estará em constante diálogo com o Senado para encontrar alternativas para compensar a devolução da medida do PIS/Cofins.

Em meio a uma semana de instabilidade no mercado financeiro, a equipe econômica reforça o compromisso com a agenda de corte de gastos e a busca por soluções para a questão da desoneração da folha de pagamento. A revisão de gastos é vista como um passo importante para equilibrar as contas públicas e garantir um cenário econômico mais estável.

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