Além dos alimentos, outras áreas importantes incluíram a confecção de vestuário e acessórios, com 551,8 mil empregos, a fabricação de produtos de metal, excetuando máquinas e equipamentos, com 517,1 mil, e a produção de veículos automotores, que respondeu por 491,9 mil postos de trabalho. Ao todo, o mercado de trabalho industrial abrigava 358,4 mil empresas, que juntas geraram uma receita bruta total de R$ 8,8 trilhões.
Em termos de resultados financeiros, as companhias do setor obtiveram R$ 6,8 trilhões em receita líquida de vendas após deduzir impostos e outros descontos. Ademais, o Valor de Transformação Industrial (VTI), que reflete a riqueza gerada pela produção industrial, somou R$ 2,6 trilhões, com quase 89% proveniente das indústrias de transformação.
Os dados indicam que a atividade de fabricação de produtos alimentícios representou 23% da receita líquida da indústria em 2024, reforçando a relevância deste setor para a economia nacional. As indústrias de transformação, embora tenham muitas empresas de menor porte, respondem por 92,9% da receita líquida total.
A pesquisa também revelou disparidades regionais significativas. O Sudeste concentrou 60,3% do VTI, com São Paulo liderando, seguido por estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais. A Região Sul, com seus estados Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, é o segundo polo industrial, enquanto na Região Norte, o estado do Amazonas se destaca pela presença do polo industrial de Manaus.
A agroindústria, particularmente na produção de alimentos e biocombustíveis, tem mostrado crescimento expressivo em estados do Centro-Oeste, como Goiás e Mato Grosso do Sul. O atual cenário industrial não apenas reflete a importância da cadeia produtiva de alimentos para o Brasil, mas também levanta questões sobre a concentração de mercado, que foi evidenciada por um índice que revelou que 20,2% do VTI está nas mãos das oito maiores empresas do setor.
A pesquisa, com sua metodologia robusta, fornece um retrato abrangente do setor industrial brasileiro e suas dinâmicas, embora os dados tenham apresentando um delay na divulgação em função da complexidade do processo de coleta e análise, que pode levar quase dois anos. Essa análise é crucial para entendermos as transformações e a estrutura básica da atividade industrial no país.
