ECONOMIA – EUA Anunciam Sobretaxa de 25% sobre Produtos Brasileiros e Indústria Nacional Reage com Preocupação e Pedidos de Diálogo.

Na madrugada desta quinta-feira, 16 de outubro, o governo dos Estados Unidos anunciou a implementação de uma nova tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros. A medida, que foi determinada pela administração do presidente Donald Trump, gerou rápida e intensa reação de diversas entidades representativas da indústria brasileira.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) emitiu um comunicado expressando “profunda preocupação” pela aplicação da sobretaxa. Segundo a entidade, a decisão afeta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano, tornando-os menos atrativos em comparação com os de outros países. A Fiesp também reafirmou seu compromisso com a diplomacia empresarial, destacando que continuará buscando parcerias nos Estados Unidos para tentar reverter ou pelo menos mitigar essas tarifas.

Por sua vez, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também se posicionou contra esta nova taxação. A entidade, que representa uma parte significativa da indústria mineira, declarou que a medida é preocupante e enfatizou a necessidade de diálogo e cooperação mútua entre as nações, especialmente em um momento de turbulência nas relações comerciais internacionais. A Fiomg ressaltou que os Estados Unidos se configuram como um parceiro estratégico para a indústria brasileira, principalmente para o setor manufatureiro.

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), também criticou a recente decisão norte-americana, mencionando que os efeitos das tarifas já estão sendo sentidos em toda a indústria nacional. Ele apontou que, no primeiro trimestre do ano, 20 dos 27 estados brasileiros relataram uma redução nas exportações para os Estados Unidos. Alban alertou que com a nova sobretaxa, as chances de recuperação da competitividade da indústria brasileira ficam ainda mais comprometidas, apelando por esforços conjuntos para reconstruir a relação comercial entre os dois países.

A nova tarifa de 25% será aplicada a partir do dia 22 de julho e afetará produtos que não constam na lista de isenções. Exceções foram feitas para itens como café, suco de laranja, carne bovina, e aeronaves, entre outros, que somam mais de 2 mil produtos. Esses itens foram isentos devido à sua importância para o mercado dos Estados Unidos e à sua produção não ser suficiente para atender à demanda interna. A decisão, portanto, destaca um cenário de crescente tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com potenciais impactos significativos na economia brasileira.

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