O estudo, intitulado Panorama da Infraestrutura – Região Sudeste, aborda temas como transporte, energia, saneamento básico e telecomunicações, além de apresentar propostas para melhorias em todos os estados da região. Essa pesquisa faz parte de uma série de cinco produzidas pela CNI, com o objetivo de analisar a situação da infraestrutura nas diferentes regiões do Brasil, identificando necessidades de investimento e demandas da indústria local.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância do relatório para a melhoria da infraestrutura na região, enfatizando que esse é um aspecto fundamental para o fortalecimento da indústria e da economia como um todo. Alban ressaltou que as más condições de estradas, o alto custo da energia e as dificuldades nos principais portos afetam diretamente a competitividade do setor industrial e a atração de investimentos para o país.
Segundo dados da CNI, o Sudeste é responsável por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Brasil. Por isso, os desafios para modernizar os acessos portuários, explorar o pré-sal e aproveitar fontes renováveis, como as hidrelétricas, são enormes. O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, apontou que os principais problemas de infraestrutura na região estão ligados ao transporte rodoviário e ao acesso marítimo aos portos, especialmente no Porto de Santos.
Muniz alertou que a construção de uma agenda de investimentos em infraestrutura é complexa, considerando as dimensões continentais do Brasil. Para ele, é necessário adotar estratégias específicas para atender às necessidades locais e promover a eficiência e sustentabilidade dos projetos. Entre as recomendações da CNI para superar as restrições logísticas no Sudeste estão a priorização de obras de manutenção, adequação e expansão de corredores logísticos estratégicos, como a Ferrovia Centro Atlântica e diversas rodovias importantes da região.
O estudo também apontou que 54% dos contratos analisados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos estados do Sudeste possuem obras paralisadas, sendo o saneamento básico e os transportes os setores com mais registros de paralisações. Para tentar reverter esse cenário, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado em agosto de 2023, prevê investimentos de R$ 1,7 trilhão em todo o país, sendo R$ 759,7 bilhões destinados à Região Sudeste. Essa iniciativa é vista como uma oportunidade para reaquecer a economia, gerar empregos e melhorar a infraestrutura da região.
