Erika destacou a posição do governo em relação a essas emendas, enfatizando que “não há espaço para esse tipo de negociação”. Sua mensagem foi clara: o único compromisso é garantir um dia a mais de descanso para os trabalhadores, indo de encontro às propostas que visam flexibilizar esse direito. A deputada argumenta que essa análise deve levar em consideração a situação dos pequenos empresários, que, segundo ela, não são os responsáveis pelo alvoroço em torno da PEC. Hilton criticou a ideia de prolongar a transição para a nova jornada em dez anos, alertando para o aumento da carga horária para 52 horas semanais.
Para a deputada, é viável discutir alternativas que não comprometam a balança econômica do país. Ela sugeriu a possibilidade de implementar isenções tributárias e reforçar as convenções coletivas, criando um ambiente que permita um diálogo construtivo entre os setores. A intenção é assegurar que a transição não gere prejuízos para os trabalhadores nem para as empresas.
Além disso, Erika Hilton afirmou que a extinção da escala 6×1 não apenas não afetará negativamente a economia, mas poderá gerar novos postos de trabalho. Segundo ela, estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que, com a aprovação da PEC, seria possível criar mais de 3 milhões de novas oportunidades de emprego. A deputada finalizou ressaltando que, ao reduzir a carga horária, as empresas também podem se beneficiar, uma vez que menos trabalhadores sob jornada exaustiva resultam em menos doenças e falhas no trabalho, aumentando a produtividade e os lucros.





