Esse resultado de abril é o segundo pior desde 2020, ficando apenas atrás do mesmo mês daquele ano, quando a pandemia de COVID-19 resultou na perda de 981.342 empregos. É importante ressaltar que, devido a mudanças na metodologia de coleta de dados, as comparações com anos anteriores a 2020 são limitadas. Nos primeiros quatro meses de 2026, foram registradas 699.762 novas vagas formais, uma diminuição de 23,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, que contabilizou 913.827 empregos.
Analisando os setores da economia, três dos cinco ramos pesquisados mostraram crescimento no número de empregos formais em abril. O setor de serviços se destacou, com a criação de 69.601 postos, seguido pela construção civil, que adicionou 23.525, e pela indústria, responsável por 9.256 novas vagas. Contudo, dois setores enfrentaram demissões maiores do que contratações: a agropecuária, que perdeu 8.378 empregos, e o comércio, que cortou 8.114 postos.
No setor de serviços, a área de saúde e serviços sociais foi a que mais contribuiu para a criação de empregos, adicionando 18.150 postos. No campo da construção, o segmento de serviços especializados foi o maior responsável pela geração de empregos, com 8.745 novas vagas.
Regionalmente, todas as cinco regiões do Brasil registraram crescimento no número de vagas formais em abril, com destaque para o Sudeste, que criou 44.545 postos, seguido pelo Nordeste, com 18.714, e o Centro-Oeste, que contabilizou 10.890 novas vagas.
Ao final de abril, o total de trabalhadores com carteira assinada no país alcançou 47.810.425, mostrando um aumento de 0,18% em relação a março e de 2,26% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Esses dados, que refletem a atual conjuntura econômica do Brasil, evidenciam os desafios que o país enfrenta na recuperação do mercado de trabalho.
