Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a alta foi de 2,9%. A taxa de crescimento acumulada em 12 meses alcançou 2,3%. Esses números refletem um desempenho robusto em diversos setores da economia brasileira, impulsionados principalmente pelo aumento no consumo das famílias, investimentos e exportações.
O consumo das famílias cresceu 5,3% no segundo trimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. Este crescimento foi impulsionado por fatores como a ampliação do crédito e políticas de estímulo econômico, que ajudaram a manter o poder de compra dos brasileiros. Além disso, a formação bruta de capital fixo, que reflete os investimentos, registrou uma significativa alta de 7,3%. Isso sinaliza um cenário de maior confiança por parte dos investidores, que estão apostando na recuperação e no crescimento econômico do país.
Outro fator importante que contribuiu para o crescimento do PIB foi o aumento das exportações, que subiram 6,4% no segundo trimestre em comparação ao ano anterior. Este crescimento pode ser atribuído à valorização das commodities brasileiras no mercado internacional e à recuperação econômica global, que tem aumentado a demanda por produtos brasileiros.
Por outro lado, as importações, que são consideradas um valor negativo na composição do PIB, cresceram 16,3% no mesmo período. Esse aumento pode ser um indicativo de maior atividade econômica interna, refletindo a necessidade de insumos e produtos estrangeiros para atender à demanda do mercado nacional.
O Monitor do PIB da FGV serve como uma antecipação dos números oficiais do PIB, que são divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais. Esses dados preliminares fornecem uma visão geral dos rumos da economia brasileira, embora não representem a medição oficial.
A divulgação oficial do PIB do segundo trimestre pelo IBGE está agendada para o próximo dia 3 de setembro. Espera-se que os números oficiais confirmem a tendência de crescimento observada pelo Monitor do PIB, consolidando a percepção de uma recuperação econômica contínua e sustentável ao longo de 2023.