ECONOMIA – Dólar em queda e Ibovespa recua: Alívio nas tensões do Oriente Médio impacta mercados nesta quinta-feira.

Na última quinta-feira, 28 de setembro, o mercado financeiro brasileiro mostrou sinais mistos, com o dólar apresentando uma queda e a bolsa de valores, representada pelo índice Ibovespa, encerrando em terreno negativo. O dia foi marcado pelo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que influenciaram a dinâmica das moedas dos países emergentes.

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,032, registrando um recuo de R$ 0,029, o que representa uma diminuição de 0,57% em relação ao dia anterior. A moeda teve uma abertura em R$ 5,07, mas sofreu um declínio após a abertura dos mercados norte-americanos. O ponto mais baixo da jornada foi visto por volta das 15h15, quando a cotação atingiu R$ 5,02. Apesar da queda observada nesta quinta, o dólar ainda acumula uma alta de 1,60% no mês de setembro e, no que se refere a uma comparação anual, apresenta uma queda de 8,33%.

Por outro lado, o Ibovespa, índice da B3, registrou um fechamento em 175.063 pontos, com uma desvalorização de 0,39%. As ações da Petrobras foram as que mais impactaram negativamente o índice, contribuindo para uma atmosfera de cautela em meio às discussões sobre a evolução das taxas de juros no Brasil.

Durante a sessão, a moeda norte-americana permaneceu em baixa, alinhando-se ao movimento global. A redução das tensões entre Estados Unidos e Irã sobre o cessar-fogo e as negociações do programa nuclear iraniano levaram a uma diminuição na demanda por ativos considerados seguros, favorecendo o real em relação a outras moedas emergentes. A divulgação do índice PCE, indicador relevante de inflação nos EUA, trouxe alívio ao mercado ao apresentar números ligeiramente abaixo do esperado, reforçando uma expectativa de inflação mais controlada.

Enquanto isso, as bolsas de Nova York experimentavam um momento positivo, batendo recordes, mas o mercado brasileiro não pôde se beneficiar desse otimismo. As ações da Petrobras tiveram um desempenho negativo, com uma queda de 0,72% nas ações preferenciais e de 1,16% nas ordinárias, mesmo após um anúncio de reajuste dos preços da gasolina.

Além disso, o mercado acompanhou as expectativas para a taxa Selic e os indicadores de inflação, em um contexto onde a desaceleração econômica começa a ser percebida, mas a inflação ainda gera incertezas sobre o ritmo de cortes de juros por parte do Banco Central.

Os preços do petróleo também exibiram volatilidade, com o barril Brent subindo 0,49%, fechando a US$ 92,70, e o WTI, do Texas, avançando 0,25%, para US$ 88,90. As oscilações nos preços foram influenciadas pela expectativa de um potencial acordo que facilitaria a reabertura do Estreito de Ormuz, mesmo que as incertezas sobre os conflitos na região mantivessem os investidores em modo cautela.

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