ECONOMIA – Dólar cai para R$ 5 e Ibovespa fecha em alta, impulsionados por notícias de negociações entre EUA e Irã e queda no preço do petróleo.

Na última quarta-feira, o mercado financeiro nacional exibiu um novo fôlego, impulsionado pela recuperação do ânimo global, especialmente devido a notícias mais otimistas a respeito das negociações entre Estados Unidos e Irã. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,003, uma queda de 0,74% em relação ao dia anterior, enquanto o índice Ibovespa, responsável por medir o desempenho das ações na B3, avançou surpreendentes 1,8%, refletindo uma recuperação significativa das perdas recentes.

Esse movimento positivo no mercado foi sustentado, em grande medida, pela diminuição das tensões no Estreito de Ormuz, que é vital para o transporte de petróleo mundial. Recentemente, a reabertura do tráfego de navios nessa região trouxe um alívio necessário, refletido na queda dos preços do petróleo. O dia começou com o dólar próximo de R$ 5,05, mas, ao longo das horas, recuou à medida que informações sobre a redução da tensão no Oriente Médio se tornaram mais claras.

De acordo com os últimos dados do Banco Central, o fluxo cambial da semana passada registrou uma entrada líquida de US$ 3,027 bilhões, com destaque para o canal financeiro. Em maio, até o dia 15, o saldo totaliza um positivo de US$ 1,588 bilhão, o que reforça a confiança do mercado.

No que se refere à Bolsa, a alta de 1,77%, ao final do dia, marcou o maior aumento diário desde 8 de abril. A recuperação foi ainda mais notável considerando as quedas anteriores e foi impulsionada principalmente por ações de mineradoras e instituições financeiras. Mesmo com a significativa desvalorização das ações da Petrobras, que perderam cerca de 3,85% devido ao recuo do petróleo, empresas como CSN Mineração e Lojas Renner se destacaram com ganhos de dois dígitos.

O cenário também foi favorável no exterior, onde as bolsas de Nova York fecharam em alta, impulsionadas pela expectativa em torno do desempenho da Nvidia, gigante fabricante de chips, e pelo alívio nas taxas dos títulos do Tesouro americano.

No que tange ao petróleo, o dia foi marcado por uma expressiva queda nos preços. O barril do Brent, referência no mercado internacional, encerrou sua cotação a US$ 105,02, uma desvalorização de 5,62%. O WTI, utilizado como referência nos Estados Unidos, viu seu preço cair para US$ 98,26. Esta desaceleração foi intensificada por relatos que indicam uma volta ao tráfego normal de superpetroleiros no estreito que, por sua vez, é responsável por uma significativa fatia do comércio global de petróleo. Contudo, o mercado permanece vigilante quanto a possíveis novas tensões na região, que poderiam impactar os preços de forma drástica.

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