A alta do petróleo, que ocorreu pela terceira sessão consecutiva, foi impulsionada por tensões persistentes no Oriente Médio, favorecendo as moedas de países exportadores de petróleo, como o Brasil. Com isso, o real destacou-se como uma das melhores performances entre as moedas emergentes. No acumulado do ano, a moeda brasileira já registra uma desvalorização de 7,57% em relação ao dólar.
As movimentações no mercado não se limitaram apenas ao câmbio. A bolsa de valores, representada pelo Ibovespa, encerrou praticamente estável, com uma leve queda de 0,03%, fechando a 173.325,65 pontos. A sessão foi marcada por baixa liquidez, com um volume financeiro de R$ 17,9 bilhões, inferior à média diária de 2023. As ações da Petrobras, que seguem a valorização do petróleo, ajudaram a limitar as perdas do índice, com os papéis ordinários e preferenciais valorizando-se em 1,43% e 1,24%, respectivamente.
Enquanto isso, o cenário exterior mostrou um contraste, pois os principais índices acionários de Nova York encerraram o dia em alta, impulsionados predominante pelo setor de tecnologia. Essa divergência reflete um clima de incerteza geopolítica que permeia o mercado doméstico, exacerbado pela recente escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã e o anúncio de novas tarifas sobre produtos canadenses.
Além disso, o mercado internacional de petróleo também teve um desempenho notável, com os contratos do Brent e WTI registrando altas significativas. O Brent fechou a US$ 91,01 por barril, enquanto o WTI alcançou US$ 84,34. As ameaças à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, mantêm os preços elevados e o prêmio de risco do produto em alta, refletindo a fragilidade da oferta global diante dos conflitos geopolíticos. Essa situação evidencia a complexidade do mercado atual e os desdobramentos que podem afetar a economia brasileira nos próximos meses.
