ECONOMIA – Dólar atinge R$ 5,25 com tensões entre EUA e Irã; Bolsa registra terceira queda consecutiva devido a mineradoras e cenário externo desfavorável.

Na manhã desta quarta-feira, 18 de fevereiro, o mercado financeiro brasileiro experimentou uma jornada marcada por volatilidade e influências externas. A cotação do dólar comercial encerrou o dia em R$ 5,24, registrando uma leve alta de R$ 0,011, ou 0,21% em relação ao fechamento anterior. O dia começou com uma certa estabilidade, com a moeda nacional chegando a ser negociada a R$ 5,20 nas primeiras horas de pregão. No entanto, o clima de tensão internacional, especialmente em relação à escalada de conflitos entre os Estados Unidos e o Irã, acabou pressionando a moeda para cima, atingindo um pico de R$ 5,25 por volta das 15h50.

No mesmo dia, o mercado de ações registrou um desânimo similar. O índice Ibovespa, da B3, fechou em 186.016 pontos, apresentando um recuo de 0,24%. Este movimento negativo na bolsa representou o terceiro dia consecutivo de baixa, impulsionado principalmente pela queda nas cotações do minério de ferro, o que impactou de forma direta o desempenho das ações de mineradoras.

Vale ressaltar que, na ausência de notícias econômicas de maior relevância no Brasil, os investidores mantiveram o olhar voltado para o cenário internacional. A situação se agravou após declarações do presidente dos EUA, que voltou a ameaçar ações contra o Irã, sentenciando que existem “vários argumentos” para um ataque ao país. Essas declarações aumentaram a ansiedade nos mercados globais.

Adicionalmente, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, intensificou a pressão sobre a moeda americana. O documento revelou que o mercado de trabalho nos Estados Unidos estava mais robusto do que o esperado, o que diminui as chances de novos cortes nas taxas de juros em um futuro próximo. Essa realidade reforça a percepção de que a economia dos EUA permanece em uma trajetória de recuperação, influenciando diretamente o desempenho das moedas em todo o mundo.

Em resumo, o dia de negociações foi pautado por um equilíbrio delicado entre reações locais e internacionais, revelando como as dinâmicas políticas e econômicas podem moldar rapidamente o cenário financeiro.

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