Paralelamente, o mercado de ações brasileiro teve uma leve valorização, com o índice Ibovespa subindo 0,52%, fechando aos 171.258 pontos. Isso aconteceu após um início de dia negativo, onde o índice acompanhou a tendência de queda dos mercados internacionais, especialmente diante da forte retração das ações de tecnologia nos Estados Unidos. A recuperação do Ibovespa foi impulsionada pelo desempenho positivo de grandes empresas, como Petrobras e bancos, além da ligeira queda nas taxas de juros futuros. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada mais cedo, também contribuiu para essa melhora, uma vez que sinalizou a possibilidade de pausa nos cortes de juros, dependendo do cenário global.
Entretanto, o cenário externo não estava isento de preocupações. Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq caiu cerca de 2%, afetado pela realização de lucros no setor de tecnologia e pela expectativa em relação ao índice de preços de gastos com consumo, que é um indicador crucial para o Fed monitorar a inflação. Ao mesmo tempo, dados fracos da economia europeia ampliaram a cautela entre os investidores.
No que diz respeito ao mercado de petróleo, houve uma queda nos preços, com o contrato do Brent para setembro recuando 0,93%, a US$ 76,80 por barril. O WTI, referência do Texas, também teve um desempenho negativo, encerrando a sessão a US$ 73,21 por barril. A pressão sobre os preços do petróleo foi impulsionada pela perspectiva de maior oferta devido à possível flexibilização das restrições sobre o petróleo iraniano, o que gera incertezas sobre o equilíbrio do mercado global. A atenção dos investidores permanece voltada para desdobramentos nas negociações envolvendo os Estados Unidos e o Irã, assim como os desafiadores indicadores econômicos que podem afetar o futuro imediato dos mercados.
