Ele declarou que, mesmo que a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que gira entre 80% e 81%, seja inferior ao de algumas economias que chegam a 200%, isso não deve ser visto como um sinal de conforto. “Não estamos dizendo que nossa situação é boa; o fato é que ainda há um grande desafio pela frente,” afirmou. Essa mensagem é clara: a dívida pública, apesar de estar sob controle, não deve ser subestimada em sua gravidade.
Durigan elucidou que as projeções do Tesouro Nacional indicam que a dívida seguirá crescendo até 2030, mas que, a partir de então, a expectativa é de que comece a diminuir proporcionalmente ao PIB. O foco, segundo ele, deve ser impedir que a dívida continue a escalar, o que é particularmente desafiador devido aos altos juros que o governo tem que pagar para financiar essa dívida, impactando não apenas as contas públicas, mas também as taxas que afetam a população.
Para navegar esses desafios, Durigan salientou a importância de cultivar a confiança dos investidores, mostrando que o país pode manter uma trajetória fiscal sustentável ao longo do tempo. Ele enfatizou que a credibilidade fiscal é ainda mais crucial em um contexto global permeado por guerras e tensões geopolíticas, tornando a consolidação fiscal uma prioridade não apenas para satisfazer expectativas do mercado, mas também para garantir um o crescimento sustentável e qualidade de vida à população.
“O Brasil precisa se consolidar como um porto seguro em um mundo de incertezas”, concluiu Durigan, reiterando que o foco deve ser na preparação diante das turbulências globais. Essa estratégia envolve medidas racionais que não comprometam as contas públicas, mas que fortaleçam o país para enfrentar um futuro desafiador.
