ECONOMIA – Dieese estima impacto do reajuste do salário mínimo e calcula ganho real de 5,77% a partir de 2024.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizou um estudo recente para avaliar o impacto do reajuste do salário mínimo na economia brasileira. De acordo com a entidade, cerca de 59,3 milhões de pessoas têm seu rendimento referenciado no salário mínimo, resultando em um incremento da renda anual no montante de R$ 69,9 bilhões.

Além disso, o Dieese estima que haverá um aumento de R$ 37,7 bilhões na arrecadação tributária anual sobre o consumo como impacto do reajuste do salário mínimo.

A partir de 1º de janeiro de 2024, o salário mínimo oficial do Brasil será de R$ 1.412. Esse valor representa um ganho real de 5,77%, considerando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o período de maio até dezembro de 2023.

O aumento nominal de R$ 1.320 para 1.412 corresponde a 6,97%, enquanto o INPC está estimado em 1,14% de maio a dezembro. O Dieese ressalta que o reajuste fixado para janeiro de 2024 mais do que compensa a perda ocorrida em maio de 2023, resultando em um ganho real de 5,77% em relação ao ano anterior.

O Dieese destaca ainda a importância da política de valorização do salário mínimo, que trouxe aumento real em todos os anos de 2003 a 2016. Segundo a entidade, essa política é fundamental para o aumento da renda da população mais pobre e foi um grande acordo salarial na história do país.

Ao elevar o piso nacional, a política contribuiu para reduzir as desigualdades salariais entre homens e mulheres, negros e não negros, além de ter um impacto positivo nos reajustes dos pisos salariais das diversas categorias de trabalhadores e trabalhadoras.

Nos últimos anos, o reajuste do salário mínimo tem oscilado entre ganhos e perdas reais, com variações que vão de 0,10% de perda real em 2017 a 1,41% de aumento real em janeiro de 2023.

Dessa forma, o Dieese ressalta a importância de uma política de valorização do salário mínimo estável, permanente e previsível, que promova não apenas o aumento real da renda, mas também estimule o crescimento da economia brasileira.

Sair da versão mobile