ECONOMIA – Desenrola Rural: agricultores familiares podem quitar dívidas com até 96% de desconto, beneficiando 1,35 milhão de famílias em todo o Brasil.

O programa Desenrola Rural, lançado recentemente por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está proporcionando condições especiais para a quitação de dívidas de agricultores familiares. Com descontos que podem chegar a até 96% do valor devido, o programa visa auxiliar 1,35 milhão de agricultores que se encontram em alguma situação de inadimplência.

Durante uma entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (14) no Palácio do Planalto, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância do Desenrola Rural para os agricultores familiares. Segundo ele, além dos descontos expressivos, o programa também tem o objetivo de limpar o nome desses trabalhadores, retirando-os da chamada “prisão perpétua” financeira.

O programa abrange não apenas as dívidas ligadas ao crédito rural, mas também inclui débitos inscritos na Dívida Ativa da União e créditos de instalação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com essa abrangência, os agricultores terão a oportunidade de regularizar sua situação financeira e, consequentemente, ter acesso a novas operações de crédito.

Além disso, os benefícios do Desenrola Rural se estendem a diferentes perfis de agricultores familiares. Os assentados da reforma agrária e agricultores quilombolas que acessaram créditos de instalação entre maio de 2014 e junho de 2022 poderão obter descontos que chegam a 96% da dívida total. Já as operações de crédito concedidas pelo Banco do Brasil, por exemplo, oferecerão abatimentos de até 86%.

A meta do governo federal com o programa é que pelo menos 250 mil agricultores consigam renegociar suas dívidas até o final deste ano. Para aderir ao Desenrola Rural, os produtores familiares devem procurar as instituições financeiras responsáveis pelas dívidas, sindicatos, associações ou entidades representativas até o dia 31 de dezembro. Este é um passo importante para que esses trabalhadores possam se reinserir no mercado de crédito e contribuir com o crescimento da produção de alimentos no país.

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