Os dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam a heterogeneidade na situação do mercado de trabalho no país. Estados como Santa Catarina têm taxas de desemprego significativamente inferiores aos estados do Norte e Nordeste, ressaltando a influência de fatores como níveis de industrialização, atividade econômica e nível de instrução da população.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explicou que a diferença entre os estados é determinada por esses fatores, sendo que a região Sul apresenta níveis mais favoráveis em comparação com o Norte e Nordeste. A média nacional de desemprego no segundo trimestre caiu para 5,4%, em relação aos 6,1% do trimestre anterior.
Além disso, a pesquisa apontou uma redução do desemprego em 13 estados, com Santa Catarina, Maranhão e Espírito Santo liderando a diminuição das taxas. O desemprego de longa duração também apresentou queda, atingindo o menor nível desde o início da série histórica da pesquisa em 2012. O contingente de pessoas desempregadas há dois anos ou mais diminuiu em 15,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Por fim, a pesquisa destacou disparidades de gênero e raça no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego entre as mulheres acima da média nacional. Além disso, a desocupação entre a população negra (pretos e pardos) foi superior à média, enquanto entre os brancos ficou abaixo.
A Pnad Contínua considera desocupada apenas a pessoa que procurou efetivamente por trabalho nos últimos 30 dias, visitando 211 mil domicílios em todas as regiões do país. A pesquisa fornece insights importantes sobre a dinâmica do mercado de trabalho e as disparidades regionais e de gênero no Brasil.




