Em comparação, no ano de 2025, o total de pessoas nessa situação chegava a quase 1,4 milhão. O auge desse cenário ocorreu em 2021, em meio à pandemia de covid-19, quando 3,5 milhões de pessoas estavam à procura de emprego por mais de 24 meses.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que esse fenômeno não se limita apenas às pessoas que buscam emprego há mais de dois anos. Nas categorias de tempo de procura, também se registraram quedas, com 3,380 milhões de pessoas buscando emprego de um mês a menos de um ano, apresentando uma redução de 9,9% em relação ao primeiro trimestre de 2025. De um ano a menos de dois anos, são 718 mil pessoas nessa condição, uma diminuição de 9% comparado ao ano anterior.
A única categoria sem recorde mínimo é a de pessoas em busca de trabalho por menos de um mês, contabilizando quase 1,4 milhão, o que representa uma queda de 14,7% em relação ao ano passado.
Esses dados indicam um mercado de trabalho mais dinâmico, onde os indivíduos estão encontrando ocupações em períodos mais curtos. O analista da pesquisa ressalta que a redução dos índices de procura prolongada está relacionada à melhora nas condições de emprego no país. Em abril de 2026, a taxa de desemprego atingiu 6,1%, a mais baixa registrada até então.
Entretanto, o pesquisador alerta que essa nova ocupação não garante necessariamente uma melhoria na qualidade do trabalho. A pesquisa indica também um aumento no número de trabalhadores por conta própria, atualmente com 25,9 milhões de pessoas, respondendo por 25,5% da população ocupada. Essa mudança no perfil de trabalhadores contribui para a diminuição das taxas de desemprego prolongado, evidenciando um mercado em transformação.
