Além do crescimento do PIB, as expectativas em relação à inflação também se mostram mais amenas. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de uma redução na taxa inflacionária, que deve cair para 3,04% em 2027. As previsões para os anos seguintes são igualmente otimistas, com a inflação estimada em 3% para 2028, 2029 e 2030, enquanto os índices para este ano apontam para uma taxa de 3,74%. No entanto, é importante ressaltar que as projeções para 2026 podem estar defasadas, especialmente em virtude dos recentes conflitos no Oriente Médio, que influenciam as expectativas de inflação. Segundo dados de instituições financeiras, a previsão para este ano chegou a 4,71%, superando o teto da meta estabelecida em 4,5%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é utilizado para a correção do salário mínimo, também apresenta previsões mais baixas para os próximos anos. A projeção é de 3,04% em 2027 e 3% nos anos subsequentes, contrastando com os 3,76% previstos para este ano.
No que tange à política monetária, o projeto prevê uma taxa Selic de 10,55% ao ano para 2027, com uma trajetória de queda até 7,27% em 2030, considerando que a taxa atualmente se encontra em 14,75%. A inflação projetada para o próximo ano está dentro da meta contínua de 3% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, permitindo uma margem de tolerância que varia de 1,5% a 4,5%.
Adicionalmente, o projeto orçamentário estima uma taxa de câmbio média a R$ 5,47 para 2027, com pequenas variações nos anos seguintes. Apesar da atual alta nos preços do petróleo, as previsões para o preço médio do barril, considerado para o cálculo de receitas da União, é de US$ 67,69 em 2027 e cerca de US$ 66 a US$ 67 para os anos subsequentes. Essas expectativas refletem um cenário econômico que poderá impactar tanto o mercado interno quanto as contas públicas no Brasil.
