A análise, elaborada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), revela que o evento será uma oportunidade excepcional para o país. As receitas econômicas se dividirão em dois grandes vetores: o primeiro referente ao público, que inclui o fluxo de turistas nacionais e internacionais, movimentando R$ 4,7 bilhões em atividades diretas e indiretas. O segundo, relacionado à organização do evento, deve gerar cerca de R$ 4,1 bilhões. Juntas, essas cifras colocam a Copa do Mundo Feminina como um dos mais importantes eventos esportivos já realizados no Brasil, reafirmando a posição do país como um destino de referência para grandes competições.
Marcando um momento histórico, essa será a primeira vez que uma nação sul-americana sediará a Copa do Mundo Feminina, refletindo um avanço significativo no reconhecimento do Brasil como um cartão-postal para megaeventos. O torneio ocorrerá em mais de uma dezena de cidades-sede, entre 24 de junho e 25 de julho, garantindo a presença de seleções de vários países.
As nuances do mercado de consumo também apontam para um cenário favorable. As mulheres representam 48,61% do fluxo de turistas internacionais no Brasil, com uma média de permanência de 11 dias e gastos médios de US$ 1.317 por viagem. Além disso, 72% das pessoas que nunca visitaram um estádio de futebol são mulheres, mostrando um potencial de público ainda inexplorado, um fator que pode ser vital para o sucesso do torneio.
O crescimento do interesse pelo futebol feminino já demonstra que essa demanda pode ser convertida em um fluxo constante de novas torcedoras, ampliando os horizontes do esporte no país. Portanto, além do impacto econômico imediato, a Copa representa uma oportunidade singular para o legado do futebol feminino, promovendo a imagem do Brasil no cenário global e fortalecendo o turismo esportivo como um catalisador para o desenvolvimento econômico sustentável.
