Ao término de 2025, o total de ativos das cooperativas somou R$ 1,036 trilhão, apresentando um aumento de 17% em comparação ao ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito, que continuam a ser a espinha dorsal do desempenho financeiro das cooperativas. Em termos de captação de recursos, o setor alcançou R$ 834,4 bilhões, com um crescimento anual de 17,6%. O destaque ficou por conta do aumento dos depósitos a prazo e das emissões de letras de crédito, em especial a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).
Além disso, o financiamento proveniente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desempenhou um papel crucial nesse cenário de expansão, tornando possível a ampliação do acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas, além do setor agroindustrial. O Banco Central apontou que essa dinâmica tem sido vital para a efetivação de operações voltadas para nichos que tradicionalmente enfrentavam dificuldades em acesso a recursos financeiros.
A presença das cooperativas de crédito no país também se expandiu, com a SNCC passando a atender 59% dos municípios brasileiros até dezembro de 2025. O número de cooperados cresceu de forma expressiva, atingindo 21,2 milhões de associados, sendo a maior parte composta por 17,8 milhões de pessoas físicas e 3,4 milhões de pessoas jurídicas. Esse fortalecimento da base de associados elevou o percentual da população vinculada a cooperativas de crédito para 8,4%, abrangendo todas as regiões do Brasil.
O crescimento dessa carteira de crédito foi notável, contabilizando uma alta de 13,1% em 2025, superando a média do Sistema Financeiro Nacional, que foi de 8,5%. Tal evolução reafirma a maior participação do cooperativismo no mercado de crédito, especialmente n as operações voltadas a pessoas físicas e microempresas, contribuindo para aumentar a concorrência e a eficiência do sistema financeiro.
Entretanto, o relatório também trouxe à tona a preocupação com o aumento do risco na carteira de crédito, tanto para indivíduos quanto para empresas. Apesar dessa elevação, o nível de provisões se manteve acima das perdas esperadas e os índices de capital das cooperativas se mostraram saudáveis, de acordo com as exigências prudenciais estipuladas. É relevante notar que o número de cooperativas singulares em operação diminuiu de 753 para 742 em 2025, porém essa redução não afetou a expansão da rede de atendimento e do número de associados, evidenciando a resiliência do sistema cooperativista em um ambiente econômico desafiador.





